28 de out. de 2012

Algo


As pessoas querem que você aja como adulta, mas na hora que devem lhe tratar como tal nunca o fazem. Parece que só devo ser adulta na horas das minhas obrigações, na hora em que precisam que eu faça algo. Mas quando eu quero fazer algo volto a ser criança nos olhos deles, não tenho a liberdade de tomar minhas próprias escolhas. E isso me irrita de forma como poucas coisas conseguem. É como se eu não fosse capaz de decidir o que deve fazer da minha vida e o que é melhor para mim.
Nunca me deixam tentar e cometer meus próprios erros. Como é que vou aprender a lidar com derrotas se não me deixam quebrar a cara nem uma vez? E se eu faço é como se cometesse um pecado capital pelo qual nunca conseguirei absolvição e não um simples erro que serviu para me ensinar uma lição. Não sei como eles esperam que eu consiga sobreviver sozinha no futuro se não posso nem ao menos sair à noite sozinha.
Eu quero ser independente e o mundo exige que eu seja independente, mas não me dão independência. Me tratam como se eu fosse frágil demais para resistir sozinha por muito tempo. Como se eu não fosse capaz de ver onde o perigo se esconde, como se eu fosse imatura demais para jugar as coisas direito. Eles pensam que estão me protegendo assim, mas na verdade só estão me prejudicando. Me impedem que aprenda sozinha, me tornam dependente de algo que não terei para sempre.

Querer


Se você não luta até as suas últimas forças pelo que quer é porque nunca quis aquilo de verdade.” Eu não sei onde ouvi essa frase (foi provavelmente em algum seriado ou filme), mas ela me veio a cabeça a duas noites atrás antes de dormir. E ela retrata uma verdade. Várias vezes falei que queria algo, mas desisti no meio do caminha às vezes por medo, às vezes por preguiça. Porém todas as vezes que desisti de algo foi porque realmente não queria aquilo. Por mais que eu falasse que queria ir a X local eu não me empenhava o suficiente para conseguir chegar lá porque não tentei o suficiente. Tenho várias metas que deixei pelo caminho porque não queria elas o bastante para me arriscar a cumpri-las e outras que eu arquivei para terminar depois que conseguisse atingir as que eu realmente queria.
Desde adolescente que digo que meu sonho é aprender a tocar bateria, mas eu nunca tive uma aula sequer ou juntei dinheiro para comprar uma bateria. Porém passei semanas almoçando barrinhas de cereal para poder juntar dinheiro e comprar algum livro ou DVD que eu queria. Basicamente, tocar bateria para mim é um sonho e não uma prioridade. Eu poderia passar a minha vida toda sem aprender a tocar, mas não conseguiria ficar sem comprar o livro Harry Potter – Das Páginas para a Tela ou A Evolução da Indumentária.
Por isso eu acho que em algum ponto da vida devemos parar e descobrir o que realmente queremos e parar de correr atrás de coisas que não nos trarão realização de verdade. Ando pensando muito nisso ultimamente, tanto sobre o que quero para minha vida pessoal como profissional. Quando comecei na faculdade eu queria abrir meu próprio negócio e entrar para o circuito das grandes semanas de moda, hoje em dia o que eu realmente quero é ser figurinista; criar deslumbrantes figurinos de época, armaduras ornamentadas, até mesmo armas estilizadas para produções épicas. Mas além disso eu quero fazer a diferença, quero fazer algo que as pessoas lembrem e vejam que foi algo benéfico, seja no campo acadêmico ou no mercado de trabalho.
Quanto a minha vida pessoal eu não tenho metas estabelecidas ainda pois boa parte delas não dependem só de mim. Mas sei o que eu mais quero e que deveria ser a prioridade de todas as pessoas: ser feliz e fazer as pessoas que eu amo felizes. E isso me lembra dessa tirinha do Peanuts:


4 de out. de 2012

Vazio


É um vazio que não consigo descrever
E nem entender.
Ele me consome cada vez mais
E não sei o que fazer para deixa-lo para trás.
Ele vem do nada
E me pega desarmada.
Vai chegando devagar
E tira tudo do seu lugar.
Me deixa sem ar,
Sem lar,
Sem sonhar.
Queria saber o que faço para ele ir embora
E me deixar ver o sol lá fora.

2 de out. de 2012

Sonhos


As pessoas dizem que se você seguir os seus sonhos vai conseguir realizar todos eles. Mas elas nunca dizem o que acontece quando um sonho morre, quando tudo aquilo que você tinha planejado se esvai como névoa. Elas nunca falam quão perdido você vai ficar, de como seus pés vão parecer nunca encontrar o chão. De como todo o seu trabalho vai parecer um esforço inútil para alcançar o horizonte.
Alguns vão dizer que as pessoas nunca contam como é ver um sonho morrer para não desestimular aqueles que estão começando a sonhar agora. Mas eu acho que elas não falam disso porque ninguém gosta de lembrar dos sonhos que perdeu e dos que matou. Ninguém quer admitir que não conseguiu realizar seus sonhos, eles se acham perdedores por ter falhado no meio do caminho.
Mas o que será que as pessoas fazem para conseguir continuar seguindo em frente depois de ter suas esperanças para o futuro desfeitas? Muitas param de viver e passam a apenas sobreviver. Elas simplesmente existem, mas não tem mais motivação nenhuma na vida. Porém existem aquelas pessoas que são verdadeiros sobreviventes, que são mais fortes que a desilusão. Essas pessoas não se deixam abater. Elas levantam do chão, sacodem a poeira e constroem novos sonhos das ruínas dos antigos. Elas passam a correr atrás dos novos sem medo de se machucar novamente, arriscam tudo pelo que acreditam. E essas são aquelas pessoas que costumamos chamar de vencedores.
E você, que tipo de pessoa é?